depoimento:
" Pessoalmente sempre considerei o
espaçador plástico o mais correto meio de garantir os cobrimentos nas obras.
Além de ter a geometria precisa e a alternativa para várias espessuras de
cobrimento, ficava bem "escondidinho" dentro do concreto, cumprindo o importante
objetivo de "não atrapalhar" a estética da superfície do concreto, mormente
quando a intenção era deixá-la aparente. Além do mais a alternativa que eu
conhecia até pouco tempo atrás (pouco mais de ano) eram aquelas chamadas"rapaduras" feitas na obra, sem geometria precisa, frágeis e quebradiças,
extremamente porosas, pois se usam geralmente argamassas de baixa qualidade, e
ainda levam aquele "araminho" que fica ainda mais próximo da superfície,"chamando ferrugem". No entanto, depois que conheci estas pastilhas
industrializadas realmente não uso mais plástico e nem recomendo, uso estas
pastilhas da JACP. Embora as qualidades que reconheço e descrevi nos espaçadores
de plástico, não posso de reconhecer suas deficiências, todas superadas pela
qualidade e diversidade das pastilhas PAC: fragilidade (amassam com o peso das
armaduras), falta de aderência (formam um "caminho" para a penetração de água e
atmosfera agressiva diretamente à armadura) e imprecisão (porque os operários
confundem os tipos e acabam fazendo trocas perigosas).
Desta forma, como o item 7.4 da NBR
6118, que não fala em espaçadores, deixa muito claro o que quer - precisão
e comprometimento com a espessura do cobrimento - usar um produto que não o
atende é uma forma de descumprir a Norma, o que deve ser, no mínimo,
evitado.
Sei que há obras que montam uma boa "linha de produção" de rapaduras, usam graute e vibrador, analisam com critério
todas as necessidades e produzem pastilhas com dimensões precisas, alta
resistência, baixa porosidade e ensinam os operários a aplicar, etc. Mesmo
assim, não é um produto industrial, com uma forma adequada (a pastilha PAC tem a
superfície de contato na forma como segmento cilíndrico, o contato é uma linha,
uma geratriz), e não gera perdas, se a compra se limitar às quantidades
levantadas em projeto. Finalmente, salvo melhor juízo, tentar fazer na obra um
produto igual a este certamente será mais caro do que recebê-lo pronto, pois a
economia desejada "não é por aí", como se diz.
Ano passado eu estava em uma grande
obra em Porto Alegre, quando conheci este produto. Como responsável pelo
concreto, tentei mudar dos espaçadores plásticos para estes industrializados em
concreto. A obra tinha um estoque interminável de espaçadores plásticos e além
do mais sempre há os "usos e costumes" da equipe, que infelizmente mandam
mais que engenharia...Daí o Engenheiro da obra se sentiu impotente
para fazer a mudança pois o "comprador" (vejam só!) mostrava ao dono da obra
aquelas caixas e assim parecia muito claro que a obra estava tendo "um grande
desperdício" (aquelas coisas complicadas e "bonitinhas" dão essa impressão
mesmo!) ao descartar este material e passar a adquirir pastilhas PAC. Como se
aquela "perda" tivesse algum significado diante do compromisso em ter precisão
nos cobrimentos e atender às exigências de DURABILIDADE!?
Na última obra que fiz - litoral do
RS -, este ano, estamos na beira do mar, cobrimentos de 3,5 cm e de 4 cm,
concreto aparente, foi minha grande escola de uso dessas pastilhas. Não apenas
pela precisão mas também porque as armaduras, com algumas pastilhas já
posicionadas firmemente, no momento da montagem, na colocação na forma, eram
também o meu "gabarito" para a geometria da espessura das peças a concretar, tal
a precisão em milímetros que proporcionam. Depois de colocada a armadura basta
complementar alguns pontos onde possa haver a possibilidade de deformação,
colocando mais algumas pastilhas e pronto, é só concretar.
É uma solução imbatível para mim, e
até que surja uma outra, vou usar e recomendar nas obras em que
participo."
Egydio Hervé Neto, Eng.°
CivilVentuscore Soluções em Concretowww.ventuscore.com.br
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